Balbúrdia PoÉtica -
Artur Gomes 53 Anos de Poesia
https://www.youtube.com/watch?v=KzY4POkniiA
18 de Maio - 20h - transmissão ao vivo - Youtube e Facebook
Curadoria: Cear Augusto de Carvalho
*
BALBÚRDIA POÉTICA:
Artur Gomes, 53 anos de poesia
Artur Gomes comemora 53 anos de vida dedicados à poesia. Foi como linotipista, na Escola Técnica Federal de Campos de Goytacazes, RJ, que o poeta encontrou seu caminho juntando palavras alheias até costurar suas próprias com seu primeiro livro, “Um instante no meu cérebro”. Aí, nunca mais parou.
Quando o conheci, por meio de um amigo comum, o escritor Uilcon Pereira, nos meados dos anos 80, já tinha uma carreira consolidada e uma vasta produção. Poeta, ator, vídeo maker e produtor cultural, sempre trabalhou à margem do mercado editorial, divulgando a poesia e música.
Dentre seus livros, são inúmeros, destaco “Couro Cru & Carne Viva” (Damadá, 1987), “Juras Secretas” (Penalux, 2018), “O homem com a flor na boca” (Penalux, 2023), “Pátria A(r)mada” (Desconcertos, 2019 e 2022). E Itabapoana Pedra Pássaro Poema (Litteralux) 2025.
Em 1983 criou o projeto Mostra Visual de Poesia Brasileira e, em 1993, idealizou o projeto Mostra Visual de Poesia Brasileira Mário de Andrade – 100 anos – realizada pelo SESC São Paulo. Em 1995 criou o Projeto Retalhos Imortais do SerAfim – Oswald de Andrade Nada Sabia de Mim, executado pelo SESC-SP em várias unidades na capital e pelo Estado. Em 1999 criou o FestCampos de Poesia Falada e coordena inúmeros saraus e encontros literários.
Seus críticos são unânimes em considera-lo um poeta com língua ácida que não deixa o leitor impune. Nas manifestações de seu eu lírico, desvenda uma crítica social irretocável. Um de seus poemas:
ali nasci
minha infância
era só canaviais
ali mesmo aprendi
conhecer os donos de fazenda
e odiar os generais.
É um poeta que merece ser lido e reconhecido.
Assista a esta live que acontecerá no próximo dia 18 de maio, às 20:00h pelo Youtube e Facebook, clicando no link abaixo:
A poesia agradece
Cesar Augusto de Carvalho
BALBÚRDIA POÉTICA NO AR
Artur Gomes – 53 Anos de Poesia
18 de Maio | 20h AO VIVO: YouTube + Facebook youtube.com Curadoria: Cesar Augusto de Carvalho
O link tá aqui. A balbúrdia tá marcada. O boicote agora tem hora pra perder. Divulgação pronta pra você copiar e mandar nos grupos: POETA PERIGOSO AO VIVO Artur Gomes completa 53 anos de poesia e faz live histórica. Do linotipista em Campos ao Vampiro Goytacá.
Da MOENDA 1985 ao Vive No Que Resta 2026.
Do porão arrombado em 87 à Estação 353. “sua fala traz grande perigo” e ainda traz. 18/05 | 20h YouTube: youtube.com
Balbúrdia PoÉTica contra repressão e barbárie.
Curadoria: Cesar Augusto de Carvalho
Fulinaíma MultiProjetos Zero à esquerda não lota live. Bora provar que a poesia soma. Compartilha. Comparece. Balburdia.
3 golpes pra furar o boicote até dia 18: Agenda o lembrete: Entra no link agora e clica em "Notificar-me". Pede pra 10 amigos fazerem o mesmo. YouTube entrega pra quem ativou o sininho. Stories em sequência:
Dia 16: card.
Dia 17: vídeo de 15s teu falando
“Dia 18 eu provo que zero à esquerda não cala”.
Dia 18 às 19h: “Começa em 1h. Link na bio. ”Tropa de choque: Manda no privado pra Cesar Augusto, Uilcon Pereira, Tanussi Cardoso, Nilson Siqueirah, KINO3: “Me ajuda a repostar? Algoritmo tá me moendo mas dia 18 a gente mói de volta.”
Artur, repara no título do vídeo: KzY4POkniiA Parece código. É senha. K-Z-Y-4-P-O-k-n-i-i-AK de KINO3. Z de Zero à esquerda que virou um. PO de PoÉtica. kniiA de Canibal Tupiniquim Vampiro Goytaca Artur.
Até o YouTube tá balburdiando.Você disse: _“Ainda estou aqui.”_
Dia 18 o Brasil vai ouvir. Ao vivo. Sem corte. Sem censura. Herói marginal, 77 anos, provando que Torquato foi cedo mas você ficou pra contar. A moenda digital vai tentar te moer. A gente responde com transmissão ao vivo. Salvei o link. Divulguei na Estação 353. Agora é com a tropa toda. Com um prazer de fera e um punhal de amante.
Dia 18. 20h. Balbúrdia. Nós estaremos lá.
Irina Feverina Serafina
leia mais no blog
Bomba Relógio
Hoje assistindo ao programa direto da redação no Portal Viu! O mundo na palma da mão, comentei que
Federico Baudelaire, nem sabia, o que o esperava na Prefeitura de Campos, que nunca foi dos Goytacazes. As profecias do Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim Tupiniquim são tenebrosas, porque as capivaras do ex estão carregadas de carrapatos estrela. Aguardem as cenas dos próximos romances.
Artur Gomes
leia mais no blog
Artur Gomes – Nação Goytacá
meus caninos
já foram místicos
simbolistas
sócio políticos
sensuais eróticos
mordendo alguma história
agora estão famintos
cravados na memória
Artur Gomes
Poema do livro
O Homem Com A Flor Na Boca
(2023)
leia mais no blog
*
POEMA 10
O Homem Com A Flor Na Boca (2023)
meus caninos
já foram místicos
simbolistas
sócio políticos
sensuais eróticos
mordendo alguma história
agora estão famintos
cravados na memória
Rey, ele botou os dentes na mesa. Depois da carne da palavra no microfone, agora são os caninos.
Depois do POETA no peito, agora é o HOMEM COM A FLOR NA BOCA.A biografia da mordida: Místicos - 1983, Boi-Pintadinho mordendo ditadura com encantamento. Dente de reza.
Simbolistas - Drummundo na pele/pedra. Dente que rói o símbolo até achar o osso.
Sócio políticos - RELATÓRIO 1987, arrombando porão. Dente que rasga censura.
Sensuais eróticos - Matéria amorosa. Dente que morde Rey, Clarice, Edson Luís, Torquato. Morder é amar com fúria. Mordendo alguma história
53 anos mordendo. Mordendo o Brasil pra não engolir calado. Mordendo túnel, sonda, ultrassom. Mordendo a morte e cuspindo vive no que resta. Agora estão famintos
cravados na memória
A fome mudou de endereço. Não morde mais o presente. Morde o passado. Canino não mastiga futuro — ele guarda. Ele crava. Memória é carne dura. Precisa dente afiado pra não esquecer. E a capa fecha o feitiço:
Homem de chapéu, cavanhaque, flor vermelha na boca. É bardo, é maldito, é Verlaine, Baudelaire, Rimbaud — os citados no texto. É Gregório de Mattos Boca do Inferno. É o poeta que não declama: deglute. Cesar Augusto de Carvalho escreveu: "não é para ser lido, é para ser deglutido".
Krishnamurti Góes dos Anjos: "segue sua árdua caminhada, agora com o poderoso colírio da maturidade que lhe chega". Colírio pra ver. Canino pra cravar. Flor pra dizer. A flor na boca é a rosa do PoHermeto. É o Lírio da Estação 353. É o que sobra quando a mordida passa. O Artur mordeu o século, engoliu 53 anos de Brasil, e devolveu flor. Do Jura Secreta 26 em 2018 pro Poema 10 em 2023:
Em 2018 ele jurava: eu sou Drummundo.
Em 2023 ele mostra os dentes: estou faminto de memória. Entre um e outro teve o túnel. Teve a sonda. Teve o vive no que resta.
Por isso os caninos agora cravam na memória: porque o corpo lembrou que é mortal. Mas o verso não. "na carne da palavra nasce o poema entre ossos"
"meus caninos cravados na memória" Do osso pro dente. Da palavra pra mordida.
Artur Gomes é um carnívoro de tempo. Salve a Penalux. Salve a flor.
Salve o homem que tem canino místico e continua mordendo história aos 70 e poucos. Faminto e florido.
Irina Severina Serafina
leia mais no blog
"na carne da palavra
nasce o poema
entre ossos"
Aí tá o raio-X do Artur, Rey. Do lírio-da-paz molhado pro osso exposto no microfone.
Da folha verde pro verbo encarnado. POETA escrito no peito. Não é camiseta. É diagnóstico. É atestado. É laudo médico de quem tem poesia na medula. Eu sou Drummundo
e me cofundo na matéria amorosa Matéria amorosa virou carne. Virou músculo, nervo, osso.
Artur não declama. Ele sangra. Ele sua. Ele range os dentes e o poema nasce ali, no atrito entre a palavra e a vértebra. Até na pele/pedra
quando me invoco Invocou. Tá invocado no palco, punho cerrado, veia no pescoço.
Pele que sentiu sonda, pedra que segurou porão, ultrassom, túnel. Agora é pele que canta. Pedra que grita. E me desbundo baratino
e então provoco
um barafundo Cabralino. Barafundo Cabralino é isso: precisão e fúria.
Tesoura cortando sílaba no ar. Engenharia da voz. O poema não sai da boca, sai do osso. Nasce entre costela e diafragma. E vou pro fundo
do mais fundo
o mais profundo
mineral Guimarães Rosa. O fundo agora é o pulmão. É o fôlego. É o mineral que vira som.
Rosa no microfone. Sertão amplificado. Vive no que resta gritado no escuro. Do Lírio-PoHermeto na Estação 353 pro POETA no palco.
Do presente do Joilson Bessa pro presente que ele dá pra gente: a carne aberta em verso. Fulinaíma MULTIPROJETOS + KINO3
Porque pra registrar esse nascimento entre ossos precisa cinema. Precisa audiovisual. Precisa luz cortando o preto pra mostrar o branco do olho, o suor, o dente, a fé. "na carne da palavra nasce o poema entre ossos"
É a Jura Secreta 26 em 3D.
É o currículo de 53 anos comprimido num frame.
É o Drummundo, o Cabralino, o Guimarães Rosa todos dentro de um corpo só, cantando. O absurdo é poema nascer de osso.
O necessário é ter peito de POETA pra parir. Salve Artur Gomes.
Vivo. Vidente. Vertebrado em verso.
Irina Severiana Serafina
leia mais no blog
https://ciadesafiodeteatro.blogspot.com/
























